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CIDADANIA ITALIANA
Economia

O desastroso resultado do II conflito mundial marcou uma profunda crise da economia italiana. A economia era prevalentemente agrícola e a orientação da política econômica da época foi de incentivar o progresso industrial.

No período do chamado "boom econômico" (1951-1963) aconteceu a retomada do país: a produção industrial aumentou na ordem do 6% ao ano gerando conspícuo fluxo migratório das regiões meridionais para as regiões mais industrializadas do Norte e abrindo ainda mais a profunda divergência econômica que ainda hoje existe entre o Norte e o Sul.

Nas duas décadas seguintes (1964-1984) alternaram-se períodos de desenvolvimento e de recessão: a participação do Estado na gestão das áreas industriais deu um fundamental impulso à economia pois a entrada de grandes capitais no mercado incentivou a criação de empresas nos diversos setores; o período de recessão, causado pelo súbito aumento dos preços do petróleo, envolveu todos os países industrializados e caracterizou-se pela inflação e o desemprego. 1984 foi o ano da retomada econômica que evoluiu progressivamente até os dias de hoje. Atualmente a Itália e a quinta potência econômica mindial;sua moeda é a lira.

AGRICULTURA
A configuração do território italiano não é muito favorável à agricultura: 80% de sua superfície está situada em zonas montanhosas e colinosas. Apesar desta situação, somente 9% do território nacional é de terrenos incultos.

As regiões que detêm a primazia nacional por terem a maior renda agrícola são aquelas da planície do rio Pó: Lombardia, Vêneto, Emília Romagna.

Os principais produtos agrícolas são: trigo, arroz (1o. lugar na Europa), hortaliças, frutas, flores, tabaco, óleo, beterrada (utilizada para extrair o açucar), frutas cítricas; a Itália está entre os maiores produtores mundiais de vinho do mundo.

INDÚSTRIA
Contrariamente aos anos anteriores, a produção das indústrias siderúrgica e mecânica apresenta agora uma fase de estagnação devida a múltiplos fatores.

A indústria mecânica é a estrutura básica do sistema produtivo nacional. Os setores mauis desenvolvidos são o automobilístico, a fabricação de utensílios, eletrodomésticos maquinários eletrônicos, instrumentos de precisão e, particularmente ativo, o setor de produção de máquinas indústriais.

A mais antiga indústria italiana, a têxtil, superado um período de profunda crise, alcançou níveis de alta produção, principalmente no desenvolvimento de fibras sintéticas.

A indústria alimentícia diversificou a produção, dando atualmente particular atenção aos produtos de preparação rápida.

O setor da construção industrial e civil é bastante desenvolvido e conta com empresas que operam no mundo inteiro.

A indústria químico-farmacêutica conta grandes grupos com a participação governamental: Montedison, Liquichimica, além de um grande número de empresas particulares menores.

Importantes por sua linha de produção são a indústria de móveis e de decoração, a indústria do papel e de materiais afins, a indústria do papel e de materiais afins, a indústria poligráfica e editorial, o setor do tabaco e de produtos em couro e borracha.

A Itália é uma das 5 nações do mundo ocidental que dispõe de uma indústria aeronáutica completa e de uma ampla tecnologia espacial: fabrica aviões para transportes militares, aviões de guerra e helicópteros.

Em colaboração com a NASA, foram colocados em órbita numerosos satélites artificiais.

COMÉRCIO
O setor das atividades comerciais representa um dos pilares da economia nacional, no qual se destacam as atividades bancárias, de seguro e financeiras em geral.

O comércio exterior é particularmente desenvolvido entre a Itália e os países da CEE e os países extracomunitários do mundo inteiro, pois a economia complementa-se com a importação de matérias primas e a exportação dos produtos industrializados.

FONTES ENERGÉTICAS
Carente de combustíveis e de hidrocarbonetos, a Itália apresenta um território particularmente adequado para instalações hidrelétricas.

Em 1962, ano em que foram nacionalizadas todas as sociedades hidrelétricas particulares, numa produção total de 75 bilhões de kw/h, 50 bilhões de kw/h eram de produção hidrelétrica.

Hoje o potencial hidrelétrico é insuficiente para as necessidades do país e as importações de óleos combustíveis representam um item muito importante na balança energética italiana.

Por essa razão, foi dado um impulso significativo a outras fontes de energéticas (atômica, solar e eólica).

Em 1984 a Itália produzia 173 milhões 440 mil kw/h, dos quais a energia hídrica, térmica, geotérmica e nuclear representava 25%, 69%, 1,5% e 35% do total da energia produzida.



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