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COLÔNIAS ITALIANAS
Vieram de Verona, região do Veneto, Giovani Batista Nalini com 44 anos e sua mulher Androsilla com 40 anos, mais os filhos Primo com 13 anos, Giacinto com 10 anos e Irene com 6 anos. Chegaram ao Porto de Santos em 1 de agosto de 1888 pelo vapor "Bearn" e vieram diretamente para o Núcleo Colonial Barão de Jundiaí, lote 39, cuja casa construída em 1889 ainda mantém as características originais, motivo pelo qual foi inserida no livro "100 anos de imigração Italiana em Jundiaí".
Primo Nalini teve 4 filhos: João, Maria, Adelina, Hermínia. Giacinto Nalini teve 8 filhos: Lauro, Irene, João Batista, Vitório, Raul, Josefina, Lidia, Benevenuta. Foram gerados aproximadamente 100 descendentes diretos dos imigrantes.
Suas principais atividades profissionais concentraram-se na lavoura, cafeicultura, viticultura, incluindo produção de vinho, pecuária leiteira e agricultura de subsistência.
No campo social destacaram-se como sócios fundadores da societa italiana de mutuo socorso Umberto I em 1889, atual Sociedade Nacional Beneficente Barão de Jundiaí, membros da Associação Humanitária Operária Jundiaiense, tendo o Sr. João Nalini em 1963 recebido o título de sócio benemérito, e fundadores e participantes da Sociedade Vila Paulista.No campo da educação e cultura, destaca-se o professor João Batista Nalini, filho de Giacinto Nalini, que pela lei municipal nº 2, da Câmara do município, foi nomeado primeiro professor público da cidade de Jundiaí. Fato descrito pelo historiador Mário Mazzuia no livro "Jundiaí através documentos".
No campo religioso, onde sempre foram bastante ativos como membros da igreja católica, destacou-se o monsenhor Venerando Nalini, vigário em várias localidades como Lapa (SP), Itu, Cabreuva, São Roque, Barueri. Recebeu o título de Cônego do Cabildo Metropolitano de Dom José Gaspar de Afonseca e Silva e por motivo de seu jubileu de ouro sacerdotal e pelos relevantes serviçõs prestados à igreja, o Papa João XXIII, elevou-o à distinção de Monsenhor Camareiro Secreto de Sua Santidade o Papa.
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