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VITA MIA
Os Meios de Vida

A AGRICULTURA
Os colonos, que se estabeleceram nos lotes rurais do Núcleo Colonial Barão de Jundiaí eram agricultores.

Dentre as principais culturas destacavam-se o milho, o feijão, o arroz, a batata-doce e a inglesa, a mandioca, os legumes e as frutas. Cultivavam-se ainda as hortaliças e uvas, ambas de considerável expressão econômica.

O milho, um dos principais produtos básicos, era mais cultivado para o consumo doméstico. Com ele, faziam-se a farinha e o fubá (polenta), que servia ainda de alimento para os porcos e galinhas. Pelo fato de ser produzido apenas uma vez por ano, era frequente armazená-lo em local apropriado, para proveito exclusivo da família.

Desde 1890, já era referência ao cultivo das videiras, como mostra o jornal "Cidade de Jundiahy". Acreditamos que a sua produção fosse efetuada para um comércio ainda rudimentar e para o consumo familiar, lembrando que, com frequência, fazia-se o vinho, de produção caseira.

OS ANIMAIS
No Núcleo Colonial Barão de Jundiaí, destacaram-se, dentre os animais domésticos, porcos, cabras e muares. No começo, foi pouco expressivo o número de cavalos, éguas e vacas. Com relação as aves, criavam-se galinhas em número significativo.

Segundo o "Mapa Estatístico da Criação no Núcleo Colonial Barão de Jundiahy", de 1892, havia 3542 galinhas, 446 porcos, 52 muares e apenas 9 cavalos, 3 vacas e 2 éguas. Nessa época, possuiam os colonos 35 carroças.

Embora no início da colonização desse Núcleo tenha havido um número insignificante de vacas, com o correr do tempo , os colonos foram tendo condições de adquiri-las , tornando-se até mesmo habitual a exitência desses animais devido a importância econômica da produção leiteira.

As vacas eram criadas na cocheira. Alimentavam-se de farelo, farelinho, capim e cana. Além disso, forneciam o esterco necessário à renovação da terra.

Também a criação de porcos teve importância na economia. Eram criados pelas famílias para seu próprio consumo, como ambém para vender. Com os porcos, faziam ainda linguiça, o toucinho e a gordura.

ORIGENS DO COMÉRCIO AMBULANTE
O Comércio ambulante surgiu, já no final do século XIX, por iniciativa espontânea dos habitantes do Núcleo de Jundiaí.

No início da colonização era ainda um comércio muito rudimentar. Os primeiros moradores, em condições precárias, já realizavam este tipo de atividade. Em geral, com as cestas nos braços ou com carrinhos de mão, dirigiam-se à cidade para vender os seus produtos, tais como: palhas preparadas para fazer colchão, lenha algumas frutas, uvas, verduras de sua própria terra, além de linguiça de porco e gordura. Como mostra o Sr. João Ceccato:

"Os meus avós começaram a plantar milho, feijão, mandioca, para o sustento, porque não tinha outra coisa. A vida deles começou assim! E o meu pai, com a minha avó, eles cortavam lenha e faziam aqueles feixinho e vendiam na cidade com carriola.E eles começaram assim! A minha avó ia vender". . .

Os resultados do comércio ambulante que era efetuado na cidade, nessa época, ainda podem ser vistos através do que menciona a "Ata da Sessão Ordinária da camara Municipal de Jundiahy", de 2 de dezembro de 1897, ilustrando a ligação cidade-colônia:

..."(o) progresso se prova com a existência de uma escola e uma Igreja em qualquer núcleo colonial, principalmente no do Barão de Jundiahy, cujos habitantes são de nacionalidade Italiana há cuja grande emigração deve o nosso paiz a grande marcha para o progresso no comercio, artes e industrias e principalmente na lavoura, a partir da pequena. . . , como a que aquela colonia serve diariamente com seus produtos relativamente baratos, a esta cidade por mais este motivo invejada pelas suas visinhas. . ."



 
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