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VITA MIA
O Casamento e a Composição da Família

Geralmente, o casamento, acontecia dentro do próprio Núcleo, mas não raro os habitantes da Colônia também casavam-se com indivíduos residentes em locais próximos, como Caxambu, Ponte São João,Vila Arens, ou mesmo da cidade.

No que se refere ao Núcleo Colonial Barão de Jundiaí, as mulheres, após o casamento, deixavam o lar e passavam a viver na casa dos sogros. Já os homens, junto de suas esposas, permaneciam na casa paterna. Este tipo de composição familiar parece ter perdurado até a segunda geração dos que aqui nasceram.

As grandes familias podiam chegar, com o tempo, a reunir numa mesma casa cerca de 15 a 20 pessoas, ou até um pouco mais. Nesse caso, era necessário que os filhos, auxiliados pelo pai, deixassem a casa paterna e se dirigissem para uma outra área contígua ou próxima ao mesmo Núcleo, enquanto um deles, com esposa e filhos, permanecia morando com os pais na Colônia.

Assim, muitos casais procedentes da Colônia dirigiram-se para o Caxambu ou terras de São Bento (*). Dessa maneira, podemos perceber a influência da pequena propriedade de base familiar que se disseminou na região a partir do Núcleo Colonial de Jundiaí.

(*) As terras beneditinas que faziam limites com o Núcleo Colonial correspondem, hoje, à Vila Aparecida e Bairro de Água Fria, etc.



Família D'agostin, déc. 40.
De pé: Amélia, Filomena, Antonio e José. Sentados: Josefina, Judith e Maria.
Coleção: Bruno de Agostinho.



Família Cosin, 1911.
Eliza Pessoto Cosin, Giacomo Cosin e os filhos Santa e Fioravante Cosin.
Coleção: João Borin.



 
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