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Home » Vita Mia » Cem anos de Imigração » O Núcleo vai à São Paulo
As uvas começaram ser produzidas no Núcleo Colonial, destinadas a servir um mercado interno, no início do século XX. Tomates, peras, laranjas e outras frutas também foram produzidas com o mesmo intuito.Nasce na Colônia uma agricultura de caráter comercia de maior alcance. Uvas e tomates eram comercializados basicamente em São Paulo, através de intermediários, em geral napolitanos e, despachados pela São Paulo Railways Company, eram vendidos no Mercado Municipal de São Paulo. Relembra o Sr. Fausto Massa: "Tinha um napolitano que vinha aqui e comprava. Olhava assim e perguntava: - Quanto quer da tomatada? - Mas nunca chegou comigo, vinha com gente antiga que era acostumado!" Recorda-se ainda da figura de Tomazo Embrodo, um napolitano que costumava comprar uvas, tomates e outras frutas na Colônia: Quanto quer pelo pomar de laranja? Estava com as flor! Ele comprava e pagava . Era assim. . . As frutas eram despachadas na Estação Ferroviária de Jundiaí e remetidas para São Paulo em caixotes de 25 kg ou cestas de 12 kg, embalagens estas que eram fornecidas, em geral, pelos atacadistas e distribuidores napolitanos do Mercado Municipal de São Paulo. O pagamento pelo fornecimento de frutas, quando havia necessidade, era feito com adiantamentos e, após as vendas, era realizada a prestação de contas, de conformidade com as notas de vendas e deduzindo a comissão dos distribuidores.
O NÚCLEO E A CICA Os pequenos produtores do antigo Núcleo Colonial, em grande parte, passaram a comercializar com a CICA, além de tomates, também goiabas e figos. Nessa época, esses produtos para lá eram transportados ainda em carroças. Além da Colônia, os pequenos produtores de outras localidades da cidade de Jundiaí forneciam frutas à CICA. Entretanto, Jundiaí não tinha produção suficiente para satisfazer às necessidades de industrialização do tomate e outras frutas.
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